A nossa última postagem reflectiu um pouco acerca dos diferentes padrões de educação. Falámos também um pouco acerca das consequências que estes estilos podem ter no desenvolvimento das crianças.
Hoje porém, embora continuemos neste tema, reflectimos acerca da transmissão transgeracional dos estilos parentais. Trocado por miúdos: a maioria das vezes educamos os nossos filhos, como os nossos pais nos educaram.
Mas, às vezes, isso não acontece porque: "eu não quero que o meu filho sofra o que eu sofri", ouvimos com frequência. E assim, desenvolvem-se nos pais mecanismos compensatórios em realção ao filhos, como a super-protecção, o dar tudo, o ter tudo, ...
A propósito deste tema encontrei uma frase no Manual do Guerreiro da Luz, de Paulo Coelho, que me parece adequada a este tema: "A dor de ontem é a força do guerreiro da luz".
Muitos pais têm consciência que estes mecanismos compensatórios trazem consequências... têm consciência da sua dificuldade em dizer não... têm dificuldade em exigir aos filhos... em frustrar.
Essa dor que trouxemos connosco é a nossa, de pais, não a dos nossos filhos.
Educar é ajudar a crescer; e ajudar a crescer é dizer sim e dizer não, dar e "não-dar", é exigir e às vezes "deixar andar".
Já agora valia pena pensar nisto.